quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Trilho

Fecho os olhos sem descansar de fato
O sangue que escorre direto dos passos
Mesmo acordado eu quero deitar

Eu sei o caminho, onde tudo se encontra
Eu sei os espinhos, a fé me demonstra
Mas a dor é tão grande que quero deixar

Aqui e ali uma mão me norteia
Mas cruel é língua que me chicoteia
No abraço amigo eu busco um arfar

O sol vai se pondo, cruel é a noite
Posso escapar, fugir do açoite
O caminho é tão claro, melhor caminhar

E quando ao destino eu enfim chegar
Talvez nesse trem eu não deva embarcar

Caminhando nos trilhos, pra sempre trilhar. 

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